“Quem não consegue conviver com as diferenças não é democrático”

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Alê Youssef em clique do fotógrafo Jorge Bispo

Em seus 41 anos, Alexandre Youssef tem entrelaçado sua vida e seu pensamento à vida de uma cidade: São Paulo, onde nasceu. Alê foi coordenador de Juventude da Prefeitura de São Paulo (2001/2004), criou e dirigiu a casa de shows Studio SP (2005/2013) e em 2009 fundou com amigos o Bloco carnavalesco Acadêmicos do Baixo Augusta, o maior da cidade. Hoje apresentador do programa Navegador, da Globonews, comentarista e colaborador do Esquenta, da Rede Globo, e colunista político da revista Trip, ele se divide entre São Paulo e Rio, onde também cursa um mestrado na UFRJ que pretende analisar iniciativas inovadoras de modos de fazer política no mundo. Todas as atuações desse realizador (produtor cultural, empresário, apresentador, colunista) têm em comum uma espécie de “veia cidadã”, uma preocupação política. “Mesmo que você tente se manter à margem da política, estará nela. A vida em sociedade é pura política”, diz Alê, que defende uma maior participação das pessoas na vida partidária como forma de garantir um melhor futuro para o país. Na entrevista a seguir, debatemos o fla-flu de opiniões que marca esse momento da história do Brasil:

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“A política virou showbusiness para pessoas feias”

Facundo Guerra e o centro de São Paulo, lugar que conferiu identidade brasileira a esse argentino radicado no Brasil desde os 4 anos. Foto: Felipe Morozini

Facundo Guerra e o centro de São Paulo, lugar que conferiu identidade brasileira a esse argentino radicado no Brasil desde os 4 anos. Foto: Felipe Morozini

Ele é doutor em ciências políticas, mas não vota – pela razão expressa no título acima. É elogiado por instalar casas noturnas de sucesso em prédios que muita gente considerava abandonados, mas se recusa ao papel de benfeitor da cidade. Facundo Guerra, o conhecido empresário da noite paulistana (Vegas, Riviera, Cine Jóia, Lions, a lista é longa) é um cara que pensa, pensa, pensa, pensa muito. E como todo bom pensador, entra em discordância consigo mesmo e com os interlocutores (afinal, pensar é percurso, não é linha de chegada). Foram quase duas horas de uma conversa cheia de perguntas e frases corajosas por seu potencial de polêmica. Prova de que o papo foi bom! A seguir, os melhores momentos.

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